Curso Acólitos

1 – A nossa paróquia
2 – O que é uma igreja
3 – O interior de uma igreja
4 – O que é um acólito
5 – O altar
6 – A cadeira presidencial e o ambão
7 – Ser acólito
8 – Gestos e atitudes na liturgia
9 – O acólito na primeira parte da Missa
10 – O acólito na segunda parte da Missa

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Acólitos de Miratejo

Acólitos de Alfena

Acólitos da diocese de Bragança-Miranda

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Associação de acólitos de Arroios

Acólitos de Santo Eugénio

Rede Nacional de Acólitos

Acólitos da Diocese de Viseu

Grupo de Acólitos da Cruz

Serviço Diocesano de Acólitos de Lisboa

Acólitos de Meãs do Campo

Acólitos do Santuário de Fátima

 

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8 - Gestos e atitudes na liturgia

 

1. O sinal da cruz

Na liturgia, o acólito faz gestos e toma atitudes corporais. Vamos ver, nesta lição, quais são os seus gestos e atitudes mais importantes.

Quando os nossos pais nos levaram à igreja da nossa paróquia para sermos baptizados, o sacerdote e depois os nossos pais e padrinhos, fizeram-nos o sinal da cruz na fronte. Porquê? Porque o sinal da cruz é o mais importante de todos os sinais cristãos. Ele recorda o mistério pascal de Cristo, que tem no centro a cruz onde Ele deu a sua vida por nós.

Não admira, por isso, que todas as celebrações litúrgicas comecem pelo sinal da cruz e pelas palavras: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. A seguir, ao longo das celebrações, o presidente faz, por vezes, o sinal da cruz sobre as pessoas e as coisas. E, por fim, todas as celebrações terminam também pelo sinal da cruz, em forma de bênção. Diz o sacerdote: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho, e Espírito Santo. E enquanto ele diz estas palavras, traça, com a mão direita, uma cruz sobre toda a assembleia, e cada um dos fiéis faz sobre si próprio o sinal da cruz.

Não é só na liturgia que isto acontece. Ao deitar-se e ao levantar-se o cristão faz o sinal da cruz. Como o faz? Colocando a mão esquerda, se está livre, sobre o peito, traça sobre si mesmo uma cruz, com a mão direita aberta, da testa ao peito e do ombro esquerdo ao direito, dizendo: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

Quando se pode dispor de água benta, começamos por molhar a ponta dos dedos da mão direita na água, e depois benzemo--nos. A água benta recorda-nos a graça do santo baptismo.

Nos desafios de futebol transmitidos pela televisão, com frequência vemos os jogadores, ao entrarem no campo, a fazer o sinal da cruz... mas muito mal feito. E não são só eles. Há cristãos que até na igreja fazem o mesmo. Não se pode chamar àquilo um sinal da cruz. Quando muito, será a sua caricatura. Quando te benzeres, não faças assim. O Senhor que por ti morreu na cruz merece mais do que isso. Benze-te sempre devagar e com muita dignidade, pensando em Jesus, teu Salvador e Mestre.

 

2. O nosso corpo e o espaço

Quando estamos de pé, o espaço tem para nós seis partes: acima de nós, abaixo de nós, à nossa frente, à nossa retaguarda, à nossa direita e à nossa esquerda. Para chegar ao que está acima de nós elevamo-nos nos pés e levantamos os braços; apanhamos o que está abaixo de nós abaixando-nos; alcançamos o que está à nossa frente avançando; recuamos quando queremos ir buscar o que ficou lá atrás; sempre que precisamos de ir para a direita ou para a esquerda, para aí nos voltamos antes de começarmos a andar nessa direcção. Fazemos cada um dos nossos movimentos exteriores com os nossos pés e as nossas mãos.

Estará tudo dito? Não haverá mais espaço nenhum a explorar? Há sim. Podemos falar também do espaço que existe dentro de nós, aquele que constitui o nosso mundo interior. Para entrarmos nesse universo não usamos os pés nem as mãos, mas o nosso espírito. Entramos dentro de nós recolhendo-nos, ou andamos por fora de nós quando nos dispersamos.

 

3. Estar de pé

Na missa, os fiéis estão de pé: desde o início do cântico de entrada, ou enquanto o sacerdote se encaminha para o altar, até à oração colecta, inclusive; durante o cântico do Aleluia que precede o Evangelho; durante a proclamação do Evangelho; durante a profissão de fé e a oração universal; e desde o invitatório Orate fratres antes da oração sobre as oblatas até ao fim da missa, excepto nos momentos adiante indicados.

 

4. Caminhar

Na liturgia, para fazer a maior parte das acções, caminha-se. Assim acontece na procissão de entrada, quando o leitor vai ler ao ambão, quando o acólito se levanta para levar os dons ao altar, durante a procissão da Comunhão, ao sair da igreja, depois da despedida. Em todos esses momentos, e ainda noutros, se caminha na liturgia.

Não é fácil caminhar bem e com dignidade durante a missa. Muitos fazem-no de maneira desagradável e distraída; outros com demasiada pressa ou devagar demais.

O acólito deve ser ensinado a caminhar bem. Eu diria até que a primeira coisa que ele deve aprender é a caminhar na presença de Deus e em direcção a Deus. Quando caminha na procissão de entrada, quando vai buscar o missal e o leva ao presidente, quando acompanha a procissão do Evangelho, quando caminha para levar os dons ao altar, quando caminha ao lado do presidente segurando a bandeja na comunhão...

 

5. Estar sentado ou de joelhos

Ouve-se melhor alguém que fala, quando se está sentado. Por isso nos sentamos durante as leituras que precedem o Evangelho e durante o salmo responsorial; durante a homilia e a preparação dos dons; e, conforme as circunstâncias, durante o silêncio sagrado depois da Comunhão.

Estamos de joelhos durante a consagração, excepto seas razões de saúde, a estreiteza do lugar, o grande número dos presentes ou outros motivos razoáveis a isso obstarem. Mas se alguém não puder ajoelhar-se nesse momento tão importante, deve fazer uma profunda inclinação de todo o corpo, à elevação da hóstia e do cálice.

 

6. Genuflexão

A genuflexão consiste em dobrar o joelho direito até ao solo, por respeito, e a voltar a erguer-se em seguida. O corpo deve manter-se direito. O acólito deve genuflectir sempre que passe diante do Santíssimo Sacramento, a não ser que vá em procissão ou leve nas mãos algum objecto. É o que acontece quando leva o turíbulo, a cruz ou as velas na procissão de entrada ou na procissão do Evangeliário.

Fora da celebração da missa, genuflecte-se sempre diante do Santíssimo Sacramento quer exposto na custódia, quer no sacrário.

Todos genuflectem à Cruz, desde a adoração solene, em Sexta-feira Santa, até à Vigília Pascal, e a assembleia genuflecte às palavras «E encarnou...», nas solenidades da Anunciação e do Natal do Senhor; nos restantes tempos e festas faz, apenas, uma inclinação.

 

7. Uniformidade dos gestos e atitudes

Para se conseguir a uniformidade nos gestos e atitudes numa mesma celebração, é preciso que os fiéis obedeçam às indicações que, no decurso da celebração, lhes forem dadas pelo diácono, pelo ministro leigo ou pelo sacerdote, de acordo com o que está estabelecido nos livros litúrgicos.

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