Curso Acólitos

1 – A nossa paróquia
2 – O que é uma igreja
3 – O interior de uma igreja
4 – O que é um acólito
5 – O altar
6 – A cadeira presidencial e o ambão
7 – Ser acólito
8 – Gestos e atitudes na liturgia
9 – O acólito na primeira parte da Missa
10 – O acólito na segunda parte da Missa

Links

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Acólitos do Santíssimo Salvador

Acólitos de São Paio de Oleiros

Acólitos da Areosa

Acólitos de Santo André de Sobrado

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Acólitos de Paredes

Acólitos de Oliveira de Azeméis

Acólitos dos Canaviais

Acólitos de Monte Real

Acólitos de S. João de Covas

Grupo de Acólitos da Trofa

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Acólitos da Paróquia de Fátima

Acólitos Carmelitas

Acólitos da Guarda

Acólitos Beato Vicente
de Albufeira

Acólitos da Camacha

Acólitos de Miratejo

Acólitos de Alfena

Acólitos da diocese de Bragança-Miranda

Acólitos de S. João da Madeira

Associação de acólitos de Arroios

Acólitos de Santo Eugénio

Rede Nacional de Acólitos

Acólitos da Diocese de Viseu

Grupo de Acólitos da Cruz

Serviço Diocesano de Acólitos de Lisboa

Acólitos de Meãs do Campo

Acólitos do Santuário de Fátima

 

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9 - O acólito na primeira parte da Missa

 

1. O acólito prepara-se para a Missa

Nas lições anteriores já dissemos algumas coisas sobre os preparativos da Missa. Vamos recordá-las e completá-las. O acólito será tanto mais perfeito no seu serviço litúrgico, quanto melhor aprender e mais perfeitamente realizar cada pormenor da sua função.

Começamos por recordar que nenhum acólito deve chegar atrasado à igreja, porque, antes de a Missa começar, cada um tem várias coisas a fazer.

A primeira de todas é a preparação espiritual para participar na celebração. Este ponto deve ser levado muito a sério por todos os acólitos, sem excepção, desde os maiores aos mais pequenos. O que é preparar-se espiritualmente para a celebração da Missa? É chegar a horas à igreja, ajoelhar-se, fazer o sinal da cruz e falar, durante breves momentos, com o Senhor, presente no pão consagrado do sacrário e também na comunidade ali reunida.

Só depois, e sem pressas, é que o acólito faz a sua segunda preparação, não já interior, mas exterior. Em que consiste ela? Em vestir a túnica e em ajudar os mais novos a fazer o mesmo.

 

2. Preparar as coisas no presbitério

Em cada celebração deve haver um acólito responsável pelos outros e pela coordenação de tudo o que a todos diz respeito. Vamos chamar-lhe primeiro dos acólitos. Há também os acólitos designados para cada um dos serviços: acólito do turíbulo ou turiferário, acólito da cruz, acólitos dos círios ou ceroferários, e outros acólitos designados para outros serviços (por exemplo, o acólito do livro, os acólitos que colocam sobre o altar o corporal, o sanguinho, o cálice e o Missal ou que os apresentam ao presidente, os que ajudam o presidente a receber os dons do povo, os que lhe entregam a patena ou o vaso com o pão, o vinho e a água, os que lhe apresentam as lavandas, e aqueles que hão-de acompanhar os ministros durante a distribuição da comunhão, segurando a bandeja).

Entre todos estes tem função especial o acólito do livro, ou seja, o acólito que apresenta, ao presidente da celebração, o Missal e a Oração dos fiéis. Este acólito deve ter o cuidado de pôr o Missal no seu lugar, devidamente marcado, e de ver qual é a fita que indica as orações do dia, para não as confundir ao apresentar o livro ao presidente. Se o sacristão já tiver posto o Missal no seu lugar, nem por isso o acólito deve deixar de ir verificar onde o deve abrir.

Embora a preparação dos outros livros litúrgicos da Missa pertença aos leitores e ao salmista, o primeiro dos acólitos deve verificar se todos eles (Leccionário, Oração dos fiéis e Livro dos Salmos) estão nos respectivos lugares e devidamente marcados.

O primeiro dos acólitos deve verificar também se, na credência (ou no fundo da igreja, sobre uma mesa, quando houver procissão com os dons) estão: o cálice, o corporal, o sanguinho e, se for preciso, a pala; a patena e a píxide, se esta for necessária; o pão para a Comunhão do sacerdote, dos ministros e do povo; as galhetas com vinho e água; a caldeirinha com água e o hissope ou um ramo, quando se fizer a aspersão; a bandeja ou bandejas para a Comunhão dos fiéis; e o que é preciso para o sacerdote lavar as mãos (jarra com água, bacia e toalha ou manustérgio). O cálice pode estar coberto com o véu da cor do dia ou branco.

Para que os acólitos aprendam a fazer bem os diversos serviços litúrgicos que lhes dizem respeito, devem-nos realizar rotativamente. Para isso é bom que, na igreja, haja um quadro com os nomes e as funções de cada um em cada domingo e, se for caso disso, também durante a semana.

 

3. Preparar as coisas na sacristia ou no fundo da Igreja

Na sacristia (ou no fundo da igreja, sobre uma mesa, quando a procissão de entrada partir daí) preparam-se as vestes: para o presidente: a alva, a estola e a casula; para o diácono (quando ele estiver presente): a alva, a estola e a dalmática; para os outros ministros: as alvas ou as túnicas.

Também aí se devem preparar outras coisas: o Evangeliário, que será levado na procissão por um leitor; o turíbulo e a naveta com incenso (quando este se usar); a cruz processional; e os castiçais com círios ou velas.

 

4. A procissão de entrada e os ritos iniciais

Tudo o que dissemos até este momento na lição de hoje foi a propósito da preparação das pessoas e das coisas para a Missa. Chegou o momento de falar da celebração em si mesma.

A Missa começa pela procissão de entrada. Esta procissão, pelo menos nos dias mais festivos, parte da sacristia (ou do fundo da igreja), e daí, passando pela coxia central, dirige-se para o presbitério, enquanto o coro canta o cântico de entrada.

A procissão organiza-se assim: acólito do turíbulo, com o turíbulo fumegante; acólito da cruz, com a cruz processional; pelo menos dois acólitos dos círios, que caminham ao lado do acólito da cruz, com círios acesos, nos castiçais; outros acólitos, de entre os que designámos acima, e que sejam necessários para uma celebração bela e harmoniosa; leitor, com o Evangeliário um pouco elevado; diácono ou diáconos (quando estiverem presentes); presbíteros concelebrantes (quando estiverem presentes); presidente da celebração (bispo ou presbítero).

Ao chegarem junto do altar, todos fazem inclinação profunda; se no presbitério houver sacrário com o Santíssimo Sacramento, todos genuflectem, excepto o acólito da cruz e os acólitos dos círios.

Os acólitos colocam a cruz e os castiçais junto do altar e o leitor depõe o Evangeliário no centro do altar; se não houver incensação, todos ocupam imediatamente os seus lugares e participam activamente na celebração, cantando e respondendo às saudações do presidente.

Os ritos iniciais da Missa terminam pela oração Colecta. Quando o presidente diz ou canta: Oremos, o acólito do livro vai buscar o Missal e apresenta-o, aberto, ao presidente, segurando-o com ambas as mãos. Depois de o povo dizer: Amen, o acólito depõe o Missal no seu lugar.

O acólito do livro deve aprender a abrir o Missal e a segurá-lo, à altura devida, mas sem amarrotar ou sujar as folhas. Para isso não se esqueça de lavar muito bem as mãos antes de a Missa começar.

 

5. A Liturgia da Palavra

Terminados os ritos iniciais da Missa, começa imediatamente a Liturgia da Palavra. Escusado será dizer que os acólitos a devem escutar com toda a atenção e fé. É Deus que lhes fala pela voz dos leitores. Já dissemos, noutra lição, qual deve ser a atitude dos acólitos. Eles vão ser vistos por toda a assembleia. Principalmente as crianças e os jovens vão ter os olhos postos neles. Nada lhes vai escapar.

Cada vez que um leitor ou o salmista vai para o ambão, pode ser acompanhado por um acólito; mas não é obrigatório. Não se deve fazer isso habitualmente, mas apenas nos dias mais solenes. Quando se fizer, o acólito vai até junto do leitor ou do salmista, e acompanha-o até ao ambão; depois vai sentar-se e, quando a leitura ou o canto termina, levanta-se e acompanha de novo o leitor ou o salmista ao seu lugar.

Quando tiver sido lida a segunda leitura, um acólito vai tirar o Leccionário do ambão, para que aí seja colocado o Evangeliário. E se houver procissão solene com o Evangeliário, tomam parte na procissão o acólito do turíbulo e os acólitos com círios acesos, que se colocam junto do ambão, um de cada lado daquele que proclama o Evangelho, ou onde der mais jeito, de modo a não impedir a visibilidade aos fiéis. Terminada a proclamação do Evangelho, colocam os castiçais no lugar onde foram buscá-los.

Durante a homilia devem escutar com atenção; e se o presidente chamar algum, este deve fazer o que lhe for pedido com desembaraço e simplicidade, mas sem dar nas vistas.

Ao terminar a recitação do Símbolo da fé ou Credo, um dos acólitos, se o presidente for para a sua cadeira, leva-lhe o livro da Oração dos fiéis, e apresenta-lho aberto. Caso contrário leva o livro para o ambão, e entrega-o ao presidente que aí se encontra ou coloca-o ele próprio na estante do ambão.