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Um novo ano...

Um novo ano...

Ao começarmos um novo ano, nas conversas que temos uns com os outros, desejamos que muita coisa: saúde, paz, “que o ano seja melhor que o anterior”, etc. Assim como desejamos aos outros, assim também o pedimos para nós. Certamente estes desejos estão presentes nas nossas orações de início de ano. Claro que não são desejos maus, nem são de menos importância, mas também ouvimos alguns desejarem-nos todas estas coisas e rematar: “e todas essas coisas que se costumam dizer…” que coisas são essas? É como chegarmos a um café e dizermos que queremos beber qualquer coisa, obviamente do outro lado ouvimos: “qualquer coisa não temos”. Pois bem. O que desejamos então para nós e para os outros no início de um novo ano? As coisas que “se costumam dizer” porque é costume? Ou, aquilo que nós, ou o outro, realmente necessita? Deus, ao escutar as nossas orações, atende ao que realmente necessitamos, que muitas vezes não coincide com o que queremos.

Em vez de usarmos este início de anos aquelas “coisas” que muitas vezes não passam de “força de expressão”, porque não pedirmos para nós e para os outros o auxílio de Deus para viver cada dia com o máximo de intensidade? Porque não pedirmos a Deus ajuda para sabermos viver cada alergia e que cada provação ao longo do ano? Porque não pedirmos para que sejamos capazes de sermos melhores testemunhas de Deus e Sua imagem no mundo?

A saúde é importante e a paz também, bem como todas as “coisas que se costumam dizer”, mas nada há que se compare ao dom da Santidade que de Deus recebemos. Com esse dom, somos capazes de fazer a paz e, mesmo no meio da doença, transmitirmos saúde, somos capazes de fazer muitas outras “coisas”. Os acólitos são, por excelência, a imagem da santidade: ajudam toda a assembleia orante a celebrar os Mistérios da Fé, têm túnicas brancas, sinal do baptismo e da santidade e servem Cristo no Altar. Por isso, neste início de ano apenas vos desejo uma coisa:

Sede Santos de túnicas brancas!
Pe. Luís Leal
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